Calculadora de Venda Parcelada

A Calculadora de Venda Parcelada mostra a parcela mínima para vender a prazo sem perder dinheiro para o CDI ou outra taxa de referência, e a parcela com a margem e a inflação do produto, em cheque, boleto ou cartão.

Calcular o preço parcelado

O valor que seria aceito pelo produto ou serviço à vista, hoje.
Quantos cheques, boletos ou parcelas no cartão. Aceita de 1 a 120.
Primeira parcela
Um mês depois da venda, que é o padrão, ou no ato. No ato, a primeira parcela funciona como uma entrada do mesmo valor das outras.
A taxa que o dinheiro renderia se a venda fosse à vista. Abaixo dela, a venda parcelada perde dinheiro. Escolha uma referência da lista ou digite outra taxa; o valor de cada referência pode ser trocado.
O valor da referência escolhida, ao mês ou ao ano. Pode ser trocado por outro, inclusive maior. A taxa ao ano vira a mensal equivalente: 12% ao ano são cerca de 0,95% ao mês.
Quanto do CDI a aplicação renderia: 100 é o CDI inteiro; 110 é o CDI mais 10% dele. Aceita de 1 a 300.
A margem cobrada por cima da taxa mínima. Com 1% ao mês a mais, a parcela rende a taxa mínima e mais 1% ao mês.
+ Mais opções
O valor pago na hora, diferente das parcelas. Ele sai do preço à vista, e as parcelas cobrem o restante.
Forma de recebimento
Cheque ou boleto: as parcelas chegam nas datas combinadas. Cartão: a maquininha desconta a taxa dela e repassa cada parcela um mês depois da anterior, ou tudo hoje com a antecipação.
A tarifa do banco por boleto emitido. Ela é somada a cada parcela.
A parte das parcelas que costuma não ser paga, por cheque devolvido ou atraso. Com 5%, a parcela sobe para cobrir essa perda.
Intervalo entre parcelas
Mensal: no mesmo dia de cada mês. A cada N dias: o mesmo número de dias entre uma parcela e outra. Datas escolhidas: uma data para cada parcela.
Com a data, a tabela mostra o vencimento de cada parcela. No mensal, se o dia não existir no mês, vale o último dia do mês.
Quanto o preço de reposição do produto sobe por ano. Fica em branco quando não se aplica.
Um valor a receber a mais que o preço à vista, no lugar dos juros a mais.

Usa o rendimento líquido da aplicação, pela alíquota do prazo médio das parcelas. Sem marcar, vale a taxa bruta, que dá a parcela maior.

Para conferir um preço já praticado: com a parcela, o resultado mostra a taxa efetiva e se a venda ganha ou perde para a taxa mínima.

O que é a calculadora de venda parcelada

A calculadora de venda parcelada mostra quanto cobrar em cada parcela para que a venda a prazo renda pelo menos o mesmo que o preço à vista aplicado. Serve para venda em cheque, carnê, crediário, boleto ou cartão, de produto ou de serviço. O resultado traz a parcela mínima, a parcela com a margem desejada, a taxa efetiva, o valor de hoje de cada parcela e uma tabela de preços de 1 a 24 parcelas.

Como usar a calculadora

  1. Informe o preço à vista e o número de parcelas, e se a primeira é paga um mês depois ou no ato.
  2. Escolha a taxa mínima: CDI, Selic, poupança, IPCA em 12 meses ou outra taxa. O valor de cada referência pode ser trocado.
  3. Para cobrar margem, informe os juros a mais, ao mês ou ao ano.
  4. Em Mais opções ficam a entrada, o cartão com a taxa da maquininha e a antecipação, o custo do boleto, a perda esperada, o intervalo entre as parcelas, a inflação do produto, a meta de ganho em R$, o imposto de renda e a conferência de um preço já praticado.
  5. Clique em Calcular. Os botões do resultado imprimem a tabela, inclusive numa versão para o cliente, geram o PDF e compartilham um link que refaz a conta.

Quanto cobrar parcelado sem perder dinheiro

Quem vende a prazo deixa de receber o dinheiro hoje. Se a venda fosse à vista, o valor poderia ficar aplicado até a data de cada parcela. A taxa mínima é esse rendimento: a parcela que rende exatamente a taxa mínima deixa o vendedor no mesmo lugar em que estaria vendendo à vista e aplicando. Abaixo dela, a venda tem juro negativo.

A parcela mínima sai da fórmula do valor presente de uma série de parcelas iguais: P = V × i ÷ [1 − (1 + i)−n], em que V é o valor parcelado, i a taxa mínima ao mês em forma decimal e n o número de parcelas. Com o CDI de 13,65% ao ano, a taxa ao mês é (1,1365)1/12 − 1 = 1,071983%, e R$ 1.000,00 em 24 parcelas dão P = R$ 47,48, arredondada para o centavo de cima.

O arredondamento para cima é de propósito: arredondada para baixo, a parcela ficaria uma fração de centavo abaixo do mínimo. Por isso as 24 parcelas de R$ 47,48 valem R$ 1.000,04 em valor de hoje, 4 centavos acima do preço à vista.

Venda em cheque, boleto ou cartão: o que muda para o vendedor

No cheque e no boleto, cada parcela chega na data combinada. O boleto tem a tarifa do banco por emissão, que entra no campo Custo por boleto, e os dois têm o risco de atraso ou de não pagamento, que entra no campo Perda esperada.

No cartão, a maquininha desconta a taxa dela de cada parcela. Com a taxa de 4%, R$ 1.000,00 em 10 parcelas pedem parcela mínima de R$ 110,41, contra R$ 106,00 no cheque. Com a antecipação, o valor chega hoje, menos a taxa de antecipação por mês antecipado. A conta de antecipação varia entre as maquininhas, e vale comparar o resultado com o extrato da maquininha.

Inflação do produto e margem no preço a prazo

Quando o preço de reposição do produto sobe mais rápido que o CDI, a inflação do produto passa a ser a taxa mínima. Com alta de 20% ao ano, R$ 1.000,00 em 24 parcelas pedem R$ 50,11 por parcela, e não R$ 47,48. No padrão, vale a maior das duas taxas; somar as duas é uma opção em Mais opções.

A margem vai por cima da taxa mínima, em juros a mais ou em meta em reais. Com 1% ao mês a mais sobre o CDI, a parcela fica em R$ 53,37, e as 24 somam R$ 1.280,88. Trazido para hoje pelo CDI, o ganho é de R$ 124,10.

Perguntas frequentes

Por que usar o CDI como taxa mínima?
Porque o CDI é quanto o dinheiro renderia numa aplicação comum de renda fixa enquanto as parcelas não chegam. Se a venda parcelada rende menos que isso, sairia melhor vender à vista e aplicar. Com R$ 1.000,00 em 24 parcelas e o CDI de 13,65% ao ano, a parcela mínima é R$ 47,48. A poupança dá uma parcela menor, R$ 45,23, e por isso protege menos: contra o CDI, esse preço perde R$ 47,35 em valor de hoje.
O que é juro negativo na venda parcelada?
É vender a prazo cobrando menos do que o dinheiro renderia no período. Em valor de hoje, a venda vale menos que o preço à vista. Exemplo: R$ 1.000,00 em 24 parcelas de R$ 45,00 dão uma taxa de 0,63% ao mês, abaixo do CDI. Trazidas para hoje pelo CDI, as parcelas valem R$ 947,81: o mesmo que vender por R$ 52,19 a menos à vista.
Dá para cobrar uma taxa maior que a mínima?
Sim. A taxa mínima aceita qualquer valor acima do sugerido, e o campo Juros a mais soma a margem por cima dela. Com 1% ao mês a mais sobre o CDI, R$ 1.000,00 em 24 parcelas viram 24 de R$ 53,37, R$ 1.280,88 no total.
A inflação do produto soma com o CDI?
No padrão, não: a calculadora usa a maior das duas taxas. O CDI já carrega a inflação geral, e somar as duas cobraria a inflação duas vezes. Somar faz sentido quando o preço de reposição do produto sobe acima da inflação e a intenção é cobrar o custo do dinheiro além dessa alta. A escolha fica em Mais opções.
E se o cheque voltar?
O campo Perda esperada, em Mais opções, aumenta a parcela na proporção das parcelas que costumam não ser pagas: com 5%, a parcela mínima de R$ 47,48 passa a R$ 49,98. Para um cheque que já voltou, a conta é outra: atualizar o valor de um cheque atrasado.
Posso depositar o cheque antes da data combinada?
O banco paga: o cheque é pagável à vista, e o apresentado antes da data nele escrita é pago no dia da apresentação (Lei 7.357/1985, art. 32). Mas apresentar antes o cheque pré-datado gera dano moral (Súmula 370 do STJ).
Preciso informar a taxa ao cliente?
Na venda a prazo ao consumidor, sim. O Código de Defesa do Consumidor manda informar antes o preço à vista, a taxa efetiva anual de juros, os acréscimos, o número e a periodicidade das parcelas e a soma total a pagar, com e sem financiamento (Lei 8.078/1990, art. 52). A calculadora mostra a taxa efetiva ao mês e ao ano da parcela escolhida.